Por entre os caminhos mais remotos e obscuros foi se instalando. Em cada bairro, entre familias, dentro de quatro paredes e do peito de cada ser, que perde o controle pouco a pouco à cada momento.
Estou em guerra comigo mesmo por acumulo de culpa, ira, problemas e infinitos dilemas que me levam a isto. No meio dessa guerra, só quero uma letra pra cantar, uma melodia pra dançar, ouvir os pássaros e o som do mar. Entre danças e canções se esvaem as tristezas em forma de lágrimas ou sorrisos.
Guerra! Cada um faz sua própria, com seus princípios ou com a falta dos mesmos. —Thomas Richter
(Source: casinoboulevard, via casinoboulevard)
ϟ Um café, um cigarro e um coração
A fumaça percorre minhas entranhas, sai pela boca com leveza a flutuar. O fogo arde perto de meus lábios, fazendo um barulho suave ao queimar partículas. Produz mais fumaça, produz mais alento, e meu paladar vira lembranças quando acrescenta-se o café. Quente. Café quente, fumaceia e esquenta este coração inquieto.
Uma tragada.
Um gole.
Uma lágrima atrevida.
Lamúrios da vida, sussurrando solidão. Lembranças do ontem, do anteontem ficam na borra do café, na fumaça do cigarro e nas leves batidas do coração. Os companheiros infalíveis de todas as horas: o que esquenta e faz acordar, o que acalma e pede um pouco mais de paciência e, enfim aquele desastrado que só faz besteira e emite um barulho parecido com o batuque de um tambor.
Um café, um cigarro e um coração
Thomas Richter