(Source: maudit, via v-isions)

Esta fumaça toda que brota da boca. Essa fumaça densa que vem de mim. Fumaça esta, que sai de um peito em chamas. Fumaça esta, que mora em mim. Dizem que ela vem do cigarro que se desfalece entre meus dedos. Dizem que pirei. Mas para mim, onde há fumaça há fogo e fogo há dentro de mim.  —Thomas Richter
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(via indomavel)

Vinha pela rua imersa em sombras, dançando contra o vento, cantarolando os versos escritos pela solidão. Confabulei com o invisível sobre a minha existência, querendo não mais existir. Num suspiro fundo inspirei a nicotina do cigarro. Um afago simples para um ser só. Meus pés que caminhavam com dificuldade já ecoavam dor entrecortando o silêncio da noite. É fogo, é fumaça, é cabeça enrolada nos devaneios da existência. Existir, insistir, desistir. Desistir de existir, desistir de tentar, desistir de ser o ser só, sendo acarinhado por fumaça. Em fim, desistir dos sonhos, para não mais existir existência em mim, pois sem sonhos não sei mais dançar no ritmo do vento, cantarolar a bela melodia solitária e, nem sei mais existir.  —Uma crise de existência - Thomas Richter
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kittenmeats:

“Stella Maris” (1918) - Marshall Neilan

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“Stella Maris” (1918) - Marshall Neilan

(via leprincedenulpart)

A guerra começou!
Por entre os caminhos mais remotos e obscuros foi se instalando. Em cada bairro, entre familias, dentro de quatro paredes e do peito de cada ser, que perde o controle pouco a pouco à cada momento.
Estou em guerra comigo mesmo por acumulo de culpa, ira, problemas e infinitos dilemas que me levam a isto. No meio dessa guerra, só quero uma letra pra cantar, uma melodia pra dançar, ouvir os pássaros e o som do mar. Entre danças e canções se esvaem as tristezas em forma de lágrimas ou sorrisos.
Guerra! Cada um faz sua própria, com seus princípios ou com a falta dos mesmos.
 —Thomas Richter
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(via k-urotoshiro)

Os jovens perderam o amor. As crianças nasceram sem ele. Os velhos viram o amor se calar e partir sem dizer nada. Dor estagnada. Dor é o que mostra que ainda há vida, pois quando para de doer, não há mais ar nos pulmões e nem batidas de corações.  —Thomas Richter
Falo agora do silêncio e da sua imensidão, mas dou voltas e mais voltas nessa esquina vazia e o que vejo é apenas a vontade de tentar entender o que acontece aqui do lado de fora, porém, quando me vejo tentando decifrar a mim mesmo, percebo que estou mais dentro de mim do que posso imaginar. Esse é o problema! Estar dentro é estar perdido. O silêncio faz isso com a gente, nos coloca de cara com quem realmente somos e com o que, de fato, precisamos. Ele traz à tona tudo aquilo que os barulhos da vida deram conta de esconder, mas vejamos, só foi escondido, não foi morto. Nessa esquina me vejo tentando entender algumas outras coisas, agora sentado, pensando, sonhando, querendo apenas compreender aonde foram todos aqueles que calavam o silêncio. Percebo, então, nessa mesma esquina, que uma vida toda pode passar, mas a falta permanece e aqueles que davam sentido para o que chamamos de existência, também se calam quando a gente se cala.  —Diego Nunes (via fazsentir)

(Source: casinoboulevard, via casinoboulevard)

(Source: ghostlychaos, via the-lostwoods)

Os magos chamados olhos e as fontes de magia: pálpebras. Milhares de pequenas divindades, fechar de olhos, piscar. Noite. As melhores horas, de uma belo escuro. De olhos fechados, moldando sombras espessas, vislumbrando as mais belas paisagens que delas surgem. Sonhos musicados, copiosos momentos de alegria num voar sereno ao cair do penhasco. O melhor beijo em sinfonia do cantar dos pássaros. Quando fechos meus olhos posso enxergar a vida de forma sublime. Quando fecho meus olhos as estrelas mais brilhantes se encontram em minha privada escuridão. Fechando meus olhos, eu descansarei um dia, para o resto da eternidade.  —Thomas Richter
- Sophie, toda a fé do mundo se baseia em invencionices. É essa a definição de fé - aceitação daquilo que imaginamos ser verdade, que não podemos provar. Todas as religiões descrevem Deus através de metáforas, alegorias e hipérboles, desde os egípcios até o catecismo moderno. As metáforas são uma maneira de processar o improcessável. Os problemas surgem quando começamos a levar nossas metáforas ao pé da letra.  —Trecho do livro “O Código Da Vinci” (via surtos)

(Source: jazigo)

ϟ   Um café, um cigarro e um coração

A fumaça percorre minhas entranhas, sai pela boca com leveza a flutuar. O fogo arde perto de meus lábios, fazendo um barulho suave ao queimar partículas. Produz mais fumaça, produz mais alento, e meu paladar vira lembranças quando acrescenta-se o café. Quente. Café quente, fumaceia e esquenta este coração inquieto.

Uma tragada.

Um gole.

Uma lágrima atrevida.

Lamúrios da vida, sussurrando solidão. Lembranças do ontem, do anteontem ficam na borra do café, na fumaça do cigarro e nas leves batidas do coração. Os companheiros infalíveis de todas as horas: o que esquenta e faz acordar, o que acalma e pede um pouco mais de paciência e, enfim aquele desastrado que só faz besteira e emite um barulho parecido com o batuque de um tambor.

Um café, um cigarro e um coração

Thomas Richter

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(Source: imperito)